• Lucas Araujo, Yuri Portella

CORROSÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Segundo Helene (1993): “Corrosão pode ser entendida como uma interação destrutiva de um material com o meio ambiente, como resultado de reações deletérias de natureza química ou eletroquímica, associadas ou não a ações físicas ou mecânicas de degradação.” É caracterizado como um processo de oxirredução, mais comum em metais, que leva à perda das características dos materiais, podendo ser percebido em latarias, automóveis, portões e também nas construções.


As reações de oxirredução são compostas de duas reações: a oxidação e a redução. Além da aplicação na corrosão, estas são estudadas para temas como a formação de pilhas e o uso da eletrólise. É um fluxo de elétrons, na qual se percebe a oxidação do material que cumpre a função de anodo; enquanto há a redução no catodo, sendo exemplificados por Ferro e Água, respectivamente, na formação da ferrugem.


Na construção civil, esse processo é muito frequente nas armaduras metálicas do concreto armado, em que se observa o surgimento de porosidades, desgaste e um coloração diferente (ferrugem) nessas estruturas. O material formado tem volume maior que o de origem, de modo que essa expansão provoca trincas, fissuras e descolamento de placas de concreto. Tal efeito é prejudicial tanto do ponto de vista estético, quanto do ponto de vista estrutural.


Fonte: https://www.inbec.com.br/blog/inibidores-corrosao-tipos-principais-aplicacoes


A corrosão é mesmo preocupante?

Além de ser a patologia mais frequente em construções, esse fenômeno também é o responsável principal pelos custos com reparos em obras. Os danos não se limitam apenas no financeiro, mas também são lesadas a estética, que fica evidentemente prejudicada com a presença de trincas, fissuras e até a exposição da armadura, e a estrutura, que sofre com a perda de resistência devido a degradação do material e a violação da impermeabilidade, que agrava a corrosão e acarreta outros problemas.

As consequências são drásticas! Vão desde surgimento de mofo nas trincas que se umedeceram, até o colapso de edifícios. Se não for tratado, o problema se agrava constantemente.


Fonte:https://jornalvs.com.br/_conteudo/noticias/regiao/2019/06/2432996-laudo-aponta--estrutura-da-rodoviaria-corre-risco-de-colapso.html


Tecnologias de tratamento

No entanto, da mesma forma que os danos causados são enormes, existem variadas formas de combate a este fenômeno. Uma das técnicas mais utilizadas é o revestimento metálico com os chamados “metais de sacrifício”, como Cobre e Zinco, que são inseridos no objeto para que se “sacrifiquem” no processo e sejam consumidos no lugar do objeto a ser protegido. A aplicação mais comum é o uso dos metais galvanizados, ou seja, cobertos de zinco para proteção do mesmo.

Outros métodos utilizados são:


Formadores de películas: São as tintas e os vernizes. Protegem a superfície do concreto e ajuda a impermeabilizar.

Hidrofugantes de superfície: Substâncias químicas que impossibilitam a infiltração da água. Impedindo a entrada de agentes agressivos dissolvidos.

Bloqueadores de poros: Material composto por substâncias que reagem com os compostos químicos do concreto e formam produtos sólidos que bloqueiam os poros, não permitindo a infiltração da água.

Bioconcreto: Concreto que contém micro-organismos que formam, na sua metabolização, substâncias que preenchem as trincas e poros.


Basicamente, para evitar a corrosão deve-se evitar com que o metal entre em contato com elementos que favoreçam a reação, como água e o próprio ar. E para isso se utilizam alguns produtos mais tradicionais como cimento e tintas, além de uma grande gama de materiais, incluindo até a busca por materiais mais ecologicamente viáveis, como aqueles propostos por Felipe (2013) em sua obra “Aspectos Gerais Sobre Corrosão e Inibidores Vegetais “



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REFERÊNCIAS:

ATOM JR.. Corrosão: Entenda o que é e como ocorre. 2020. Disponível em: https://www.atomjr.com.br/post/corros%C3%A3o-entenda-o-que-%C3%A9-e-como-ocorre?gclid=Cj0KCQiAk53-BRD0ARIsAJuNhpvcabdutT7j5zIZWOMxYjl0rJO5cP1EgVKDxlAbL5xU9dZBUO6QxtQaAlSKEALw_wcB. Acesso em: 02 dez. 2020.


FELIPE, Maria Beatriz MC et al. Aspectos gerais sobre corrosão e inibidores vegetais. Revista Virtual de Química, v. 5, n. 4, p. 746-759, 2013.


FERREIRA, Luana Aparecida Vidal et al. ESTUDO DOS MÉTODOS DE PREVENÇÃO DA CORROSÃO DE ARMADURAS EM EDIFÍCIOS. 2019. 26 f. Tese (Doutorado) - Curso de Engenharia Civil, Departamento de Engenharia Civil - Fmu, Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo, 2019.


HELENE, PR do L. Contribuição ao estudo da corrosão em armaduras de concreto armado. São Paulo, v. 231, p. 14, 1993.


MARKETING TECNOSIL (Itupeva - Sp - Brasil). CORROSÃO DE ARMADURA: O QUE CAUSA E COMO AMENIZAR ESSE DANO? 2020. Disponível em: https://www.tecnosilbr.com.br/corrosao-de-armadura-o-que-causa-e-como-amenizar-esse-dano/. Acesso em: 02 dez. 2020.


SÃO PAULO/SP. IPT - INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SP. . Corrosão em construção civil. 2020. Disponível em: https://www.ipt.br/solucoes/272-corrosao_em_construcao_civil.htm#:~:text=Os%20produtos%20da%20corros%C3%A3o%20das,reparos%20t%C3%AAm%20custos%20muito%20elevados.Acesso em: 02 dez. 2020.




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